Vestígios do Brasil Colonial: IDC e alunos visitam povoado Inhuma em Joca Marques-PI
Por Sousa Neto
JOCA MARQUES – PI De volta à estrada, o IDC, acompanhado por alunos do Colégio Lêda Napoleão, realiza uma visita ao povoado Inhuma, em Joca Marques-PI, em busca de vestígios de um passado pouco conhecido da história regional.
Localizado às margens da Lagoa da Inhuma, entre os municípios de Luzilândia e Joca Marques, o local preserva marcas de um período ligado ao Brasil Colonial e às antigas atividades econômicas desenvolvidas no norte do Piauí.
Segundo relatos históricos e memórias populares, existiu na região uma fazenda de gado pertencente ao fazendeiro português Gilberto. Na época, a pecuária era uma das principais bases da economia local, sustentada pelo trabalho escravo, realidade presente em diversas áreas do Brasil colonial.
Entre os vestígios ainda encontrados no povoado está um antigo cemitério que, de acordo com moradores e tradições orais, teria sido construído por escravos. Parte do muro de pedra erguido há mais de 300 anos ainda resiste ao tempo, tornando-se um importante símbolo da memória histórica da região.
Além das construções antigas, Inhuma também carrega histórias transmitidas oralmente ao longo das gerações. Uma das mais conhecidas relata a fuga constante de um escravo que teria sido capturado por ordem do fazendeiro. Segundo a narrativa popular, ele teria sido enterrado vivo sob uma grande pedra em formato de caixão, sob a condição de que, caso conseguisse escapar, estaria livre.
Mito ou verdade, a pedra permanece no local e continua despertando curiosidade entre moradores e visitantes, tornando-se um marco das histórias, lendas e memórias que atravessaram os séculos no povoado Inhuma.
