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Publicado em: 1 de novembro de 2017 - Ás: 15:50 - Categorias: Baixo Médio Maranhense> Destaque.

Pai da estudante assassinada por capitão PM em Teresina, é do Porto Formoso, São Bernardo – MA

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Desaparecida há cinco dias, o corpo da jovem estudante do curso de Direito Camilla Abreu, 21 anos, foi por fim encontrado e levado para o IML. A Delegacia de Homicídios confirmou na tarde desta terça-feira (31) que o corpo foi localizado no povoado Mucuim, na zona rural de Teresina. O capitão da PM, namorado de Camilla, acusado do crime, levou a polícia até o local e um primo dela que é cabo do 5º Batalhão da PM ajudou a fazer o reconhecimento.

Camilla era filha do cabeleireiro Jean Carlos, que tem um salão vizinho a igreja Nossa Senhora de Fátima, em Teresina. Jean Carlos é natural do povoado Porto Formoso, município de São Bernardo – Maranhão, situado as margens do Rio Parnaíba, vizinhança de Luzilândia, e, indignado, relata que havia pedido a filha para se afastar do namorado. “Na semana passada mesmo eu falei pra ela: “minha filha, este rapaz não te serve’, mas eu acho que ela tinha medo de separar, dele matar ela”, disse Jean.

A última vez em que foi vista, Camilla estava na companhia de uma amiga e do namorado, que seria oficial da Polícia Militar do Piauí (PM-PI), lotado no batalhão do bairro Dirceu Arcoverde. Segundo o relato desses dois, ela estava com eles na noite de quarta no Bar da Brahma, localizado na avenida Dom Severino, zona Leste de Teresina.

O então namorado dela, capitão PM Allisson Wattson, que é acusado de ter um comportamento agressivo, disse em depoimento que houve uma discussão no carro por causa de ‘traição’. Camilla foi agredida várias vezes durante a relação por causa de ciúmes e seus familiares afirmam que ele é psicopata.

O capitão da Polícia Militar Allisson Wattson, foi preso e indicou o local onde o corpo estava. As investigações apontaram que ele fez sexo com ela dentro do carro antes de matá-la com um tiro no rosto após uma discussão.

O delegado Baretta confirmou a prisão do policial e a apreensão do carro, um Corolla, que ele usava no dia que o crime foi cometido e que ele tentou limpar o sangue após assassinar a jovem.

O pai da estudante, Jean Carlos, e toda a família, estão revoltados com o crime. Sabiam que a possibilidade de achar ela viva era remota, mas é uma perda grande. Na porta da Delegacia de Homicídios vários populares se aglomeram revoltados com a situação.

O veículo Corolla, usado no dia que o crime foi cometido, ficou manchado com sangue de Camilla e no dia seguinte o acusado, capitão da PM Allisson Wattson, tentou lavar os bancos em um lava jato. O militar teria trocado um dos banco e tentado vender o veículo na cidade de Campo Maior, onde já trabalhou em um batalhão, mas devido ao cheiro de sangue, não conseguiu negociar o carro, mesmo oferecendo um valor menor que o de mercado.

Dona Cecilia Rodrigues, mãe da estudante, e o pai Jean Carlos, não escondem sua revolta com o caso e estão desolados. “É um monstro, um vagabundo, eu tinha esperança de encontra ela viva, mas sabia que era difícil”, disse o pai.

Camilla foi criada com os avós, mas tinha um bom relacionamento com os pais, que eram separados. A mãe esteve na casa onde ela morava, na Zona Sudeste de Teresina, e muito abalada lamentou a morte da filha.

Camilla era agredida pelo namorado e tinha vergonha, disse uma amiga. No dia em que desapareceu ela fez declaração de amor no Facebook, dizendo, “O amor vence qualquer desentendimento, quando priorizado não há espaço para o ódio”.

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