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Publicado em: 13 de fevereiro de 2016 - Ás: 11:30 - Categorias: Economia.

Contas do governo têm rombo recorde de R$ 114 bilhões em 2015

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A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta quinta-feira (28), que em 2015 as contas do governo tiveram grande deterioração e registraram um rombo recorde de R$ 114,98 bilhões, ou 1,94% do Produto Interno Bruto (PIB).

Foi o segundo ano consecutivo de déficit fiscal primário – que considera as receitas e despesas, sem cortar os juros da dívida. Desde o início da série histórica, me 1997, este foi o pior resultado. Até então, o pior resultado havia sido em 2014, quando o déficit primário foi de R$ 17,21 bilhões, ou 0,3% do PIB.

A piora em um ano foi de R$ 97,77 bilhões. Em 2015, as receitas totais do governo subiram 2,1% e as despesas cresceram 11,6%. Isto significa que as despesas são cinco vezes maiores do que as receitas.

Previdência Social

O resultado das contas do governo engloba a União, a Previdência Social e o Banco Central. De acordo com o governo, no ano passado houve uma grande piora nas contas do INSS (instituto Nacional do Seguro Social), quando foi contabilizado um déficit de R$ 85,81 bilhões. O déficit é a diferença entre as receitas e o pagamento de benefícios previdenciários e corresponde a 1,5% do PIB.

No ano de 2014, o déficit foi de R$ 56,69 bilhões, equivalentes a 1% do PIB. Entre um ano e outro, a piora foi de R$ 29,12 bilhões e o rombo subiu 51%. O déficit do INSS foi o maior valor nominal (R$ 85 bilhões), mas em proporção com o PIB, ficou abaixo dos registrados entre 2004 e 2007. O governo pretende fazer uma reforma na Previdência Social.

“Houve um crescimento muito forte de uma despesa obrigatória, que é a Previdência Social. Essa foi uma variável bastante importante na compreensão do déficit neste ano. Junto a isso, temos a perda da receita total de mais de R$ 100 bilhões [em relação à previsão inicial] principalmente por conta da atividade econômica e, também, efeito do preço do petróleo. Se retirarmos as despesas discricionárias, que caíram em termos reais, as obrigatórias também subiram”, afirmou Otávio Ladeira, secretário interino do Tesouro Nacional.

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