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Publicado em: 2 de fevereiro de 2016 - Ás: 17:31 - Categorias: Brasil> Destaque.

EXEMPLO A SER SEGUIDO POR TODO PRESIDIÁRIO: Ex-presidiário vira empreendedor e fatura cerca de R$ 15 mil reais mensalmente

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Quem ver as mãos habilidosas de Jaime Vitório, 38 anos, cortando os cabelos de seus clientes, não imagina as ideias inimagináveis que até bem pouco tempo atrás passava em sua cabeça.

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Jaime passou 14 anos preso, foi acusado de sequestro. Pintor, costureiro, pedreiro e cabeleireiro são algumas das profissões que ele aprendeu enquanto passou pela Colônia Agrícola Major César Oliveira, que fica no município de Altos.

Quando passou sistema prisional começou a cortar os cabelos de outros detentos e hoje, virou empreendedor, montou o próprio salão de beleza no bairro Vale do Gavião e acaba de inaugurar uma filial no bairro Planalto Uruguai.

No último sábado (30) Jaime Vitório fez um mimo para os já clientes e a potencial clientela: realizou uma manhã de cortes gratuitos para todos os que foram prestigiar o seu novo salão.

“Quando ganhei minha liberdade, passei por um período complicado. Encontrei muitas dificuldades, mas com coragem e persistência, hoje tenho cerca de 700 clientes certos”, relata Jaime, acrescentando que sempre participou de todos os cursos que eram oferecidos nos presídios, ele conta que sonhava em ter meu próprio negócio e mudar de vida.

E os planos de Jaime Vitório não param por aí. Orgulhoso do sucesso que vem tendo, o empreendedor conta que pretende abrir, daqui a três meses, outra filial de seu salão de beleza no Planalto Uruguai.

Trabalho e educação afastam as pessoas do mundo do crime, diz secretário

Para o secretário de Justiça do Piauí, Daniel Oliveira Valente – que tem acompanhado a história de Jaime Vitório e de outros detentos e ex-detentos que têm conseguido mudar de vida nos presídios, o exemplo de sucesso do empreendedor mostra que investir em ressocialização é um dos caminhos para afastar a criminalidade das pessoas privadas de liberdade.

“O sistema prisional não pode ser um potencializador da conduta criminosa, mas funcionar como um transformador dessa condição, ajudando a recuperar as pessoas através da educação, do trabalho, do apoio espiritual e de outras formas que deem a elas suporte para perceber que o crime não compensa e que devem voltar para a sociedade com uma nova perspectiva”, diz.

De acordo com o setor de Humanização e Reintegração Social da Secretaria de Justiça, várias ações de ressocialização são desenvolvidas nas unidades prisionais, em áreas que vão desde educação, capacitação para o mercado de trabalho, até medidas que garantam acesso a saúde de qualidade e assistência social e jurídica aos detentos.

No caso do sistema penitenciário do Piauí, segundo a Sejus, mais de 1.300 pessoas privadas de liberdade estão exercendo atividades laborativas. Artesanato, cozinha, agricultura, construção civil, serviços gerais, biblioteca, marcenaria, panificação, auxiliares de produção e pedagogia são algumas das áreas de trabalho em que atuam os detentos.

Segundo o diretor de Humanização e Reintegração Social, Francisco Antônio de Sousa Filho, essas atividades colaboram com a ressocialização ao garantirem redução de pena – já que a Lei Federal nº 12.433/2011, que altera a Lei de Execução Penal (7.210/84), dispõe sobre a remição de parte do tempo de execução da pena levando em conta o estudo ou o trabalho dentro da prisão.

Cursos profissionalizantes qualificam detentos para mercado de trabalho

A Secretaria de Justiça do Estado tem realizado parcerias que busquem promover cursos profissionalizantes para as pessoas privadas de liberdade no sistema prisional do Piauí, dentre as quais as realizadas com as secretarias de Trabalho e Empreendedorismo e de Educação, bem como buscado a instalação de empresas privadas dentro das unidades.

Em 2015, por meio do trabalho feito junto com a Secretaria de Trabalho e Empreendedorismo, 114 detentos e detentas foram formados nos cursos de Construção Civil, Embelezamento e Corte e Costura, por meio do programa Qualifica Piauí, hoje Setre nos Municípios – executados na Colônia Agrícola Major César Oliveira, em Altos, e Penitenciária Feminina de Teresina.

Uma nova turma do curso de Construção Civil foi aberta e está em curso na Penitenciária Regional Irmão Guido. Outra importante ação de ressocialização por meio do trabalho é promovida através do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), uma parceria entre Secretaria de Justiça e Secretaria de Educação.

Mais de 50 cursos profissionalizantes são realizados nos presídios e já. O programa já certificou mais de 800 reeducandos no sistema e oferece cerca e está sendo realizado nas penitenciárias de Bom Jesus, Floriano e Parnaíba e na Colônia Agrícola Major César Oliveira. A meta da Secretaria de Justiça é expandi-lo para todas as penitenciárias do Estado em 2016.

Fonte: Clube Sat

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